DESISTIR É DAR RAZÃO AO CAMINHO MAIS LONGO PARA A FELICIDADE. (sf)

25/07/2010

sentir...

Oiii...
Bom Dia, Boa Tarde ou, Boa Noite, conforme a altura do dia em que me visitarem.
Meus caros (Bipolares),
Não sei até que ponto as minhas palavras têm contribuído para, pelo menos, sentirem quais as opções que tomo para me manter, estável, tranquilo, não valorizando a doença.
É certo que não tenho, nem de longe, nem de perto, a intenção de me mostrar como que, um "sábio" da doença e/ou de convencer, quem quer que seja, de que a minha postura é a mais correcta. Nada disso. O meu objectivo, com este blogue, é partilhar a minha, humilde atitude, experiência, de viver com a doença, com todos que, ao me visitarem, sintam que não são os únicos que têm a difícil tarefa de ultrapassar os traumas que ela (doença) nos oferece.
Sabendo que nada nem ninguém é igual a qualquer outro, temos de reconhecer que, também, as atitudes, as alternativas, as estratégias a utilizar para "dar a volta", pela positiva, face à doença, são inúmeras, diferentes entre uns e outros. É com essa intenção que ao ter criado este blogue, mostre, o que não é para ter receio e, falar sobre a doença criando um "Pseudo-Fórum" de opiniões.
Procuro, acima de tudo, ajudar e ser ajudado.
A Doença Bipolar, ainda hoje, é um tabu para muita gente que, pelo seu nome, não a conhece e, só porque se trata de uma doença do foro Psiquiátrico, logo à partida, tem o seu "rótulo".
É muito triste quando estamos em vonvívio, sentirmos que estamos a ser "afastados, ignorados", porque somos (desculpem a expressão, mas já ouvi, pelas costas, o rótulo) "maluquinhos" e não termos lugar no mesmo espaço de "inteligência" que essas pessoas ou, sermos os bobos da festa. Pura ignorância e falta de sensatez de quem assim pensa. Essas pessoas só têm razão se; permitirmos ser vistos dessa forma e alimentarmos, ainda mais, as suas razões, entrando em devaneios que, apenas, fazem rir e, quantas vezes, sermos usados, gozados, perdendo a completa noção das nossas atitudes.
Caros (Bipolares),
Seria desilegante da minha parte e injusto, não dizer que o contrário também nos favorece. Há, também, pessoas que ao conviverem connosco, tiveram o respeito por nós e se dedicaram a "estudar", um pouco, a maneira de nos ajudar a sair do "poço" nas nossas piores fases, a lerem sobre a doença. Tantas são as vezes que sofrem, mais que nós, mas são dedicadas e consideram-nos "seres" com grandes atributos, potencialidades. A esses, devemos o nosso respeito e agradecimento.
Acreditem no que vos digo, se é que já não sabem, por vezes julgamos estar a ser bem considerados e somos ouvintes de bonitas palavras, mas quando menos se espera, somos "rejeitados" sem oportunidade de mortrarmos o que valemos e o coração de que somos donos. Se todos os Bipolares são assim... não, não são, porque existem muitos que desrespeitam as regras clinicas para a nossa estabilidade e, como diz o ditado, "paga o justo pelo pecador".
Meus Caros (Bipolares),
Aceitem a vossa doença, não a valorizem, seguindo as regras e, respeitem-se, respeitando os outros, quer sejam bons ou, menos dignos. Todos nos avaliam, agora, o que eles não sabem é que, nós (Bipolares), também temos competência, inteligência e coração, para os avaliar...
A razão não está só do lado de quem não padece da doença, mas são muitos que assim pensam.
volto

18 comentários:

Nina disse...

Não posso concordar contigo numa matéria que aqui expões, qd mencionas que há quem rejeite os bipolares, pela sua doença. De facto, há quem os rejeite, mas tb há quem os queira amar, mas n suporte todas as condicionantes da doença: as inseguranças, a fragilidade extrema, as incertezas que o destroem...o minam,
Há quem, como vós bipolares, padeça de problemas destes. E é aí que eu pergunto: como é que é possível alguém já inseguro por si, que procura ombros fortes, permanecer ao lado de alguém que fragiliza tanto?
Ninguem, no seu juízo perfeito, deixaria de pensar nestas coisas.
Convivi muito contigo.
És dono de dons que qualquer ser humano gostaria de ter, mas também és fruto da educação que te transmitiram e não só da bipolaridade.
Somos o que somos, Sérgio. Não nos podemos esconder atrás de doenças. Eu não as tenho e sou, talvez, mais bipolar do que tu. A diferença é que tu, como sp me disseste, estás condicionado a fármacos...e as minhas crises passam sem eles.
Não julgues toda a gente da mesma forma.
A mão é aberta qd se conhece o outro...cria-se uma empatia que desaparece ou não mediante a convivência...e isso nada tem a ver com a biplaridade, mas com os feitios.
Sê muito feliz, Sérgio. Não és um coitadinho, por isso nunca terei pena de ti.
bji

sérgio figueiredo disse...

Não posso deixar de concordar com as tuas palavras:
"Não se escondam atrás da doença".
Claro que não pode ser desculpa para diferenças de postura. Sejamos, ou não, doentes, feitios existiriam sempre. Contudo, eu alerto para o respeito de todos. Sejam eles de bons ou maus feitios e até reforço que os bipolares só poderão ser respeitados se seguirem as regras clinicas. Assim como reforço, também, que temos de reconhecer os que convivem connosco (bipolares) e que sofrem tanto como nós, ou mais, pelas dificuldades de viverem, também a nossa doença.
Tenho tudo bem escrito no texto.

Quanto ao sentir pena... não sintas. Seria terrível para mim.

Obrigado
Bji

Nina disse...

Claro que sim, por isso nunca a sentirei, porque td o que conquistaste é mt superior à doença!
bj

Talez não tenha sabido interpretar as tuas palavras como as quiseste dizer. Ainda bem que pensas como eu.
O importante é nunca nos vitimizarmos e aprendermos a ser felizes com as nossas limitações, sejam elas quais forem

Quando dizes:"Acreditem no que vos digo, se é que já não sabem, por vezes julgamos estar a ser bem considerados e somos ouvintes de bonitas palavras, mas quando menos se espera, somos "rejeitados" sem oportunidade de mortrarmos o que valemos e o coração de que somos donos.", revelas alguma amargura e eu percebi que ouviste palavras bonitas e que, qd menos esperavas, foste rejeitado por seres bipolar...e não foi o caso.
Continua a ser feliz!

Nina disse...

Só mais uma coisa, não se trata de ter bom ou mau feitio, mas ter posturas de vida incompatíveis...e isso não é fruto da bipolaridade. Qd compreenderes esta questão, deixarás de pensar que os feitios não são importantes num relacionamento.
Fica bem, Sérgio.
bj

sérgio figueiredo disse...

"Não posso concordar contigo numa matéria que aqui expões, qd mencionas que há quem rejeite os bipolares, pela sua doença. De facto, há quem os rejeite, mas tb há quem os queira amar, mas n suporte todas as condicionantes da doença: as inseguranças, a fragilidade extrema, as incertezas que o destroem...o minam,
Há quem, como vós bipolares, padeça de problemas destes. E é aí que eu pergunto: como é que é possível alguém já inseguro por si, que procura ombros fortes, permanecer ao lado de alguém que fragiliza tanto?
Ninguem, no seu juízo perfeito, deixaria de pensar nestas coisas".

Tudo o que está escrito em cima, são palavras tuas que tive o cuidado de copiar.
Continuando eu a afirmar que, mesmo que não fosse Bipolar, a diferença de feitios existiria sempre porque todo o ser humano tem o seu e a convivência está na base do entendimento, reconhecimento e vontade de harmonia. Para tal, é precisa a compreensão entre os humanos.

Se reparares no pequeno texto teu que copiei, dizes que não concordas comigo quando digo que somos rejeitados pela doença. Depos admites que de facto há quem rejeite e depois reafirmas dizendo que; "como é possível uma pessoa que já dem si é frágil e procura ombros fortes, pode aceitar alguém com as fragilidades e inseguranças de um bipolar... Se qualquer pessoa no seu perfeito Juízo, não pensaria assim".

Pergunto:
Não é a mesma coisa que rejeitar?
Embora reafirme a diferença de feitios, quer se seja doente, ou não.

Obrigado
bji

Nina disse...

Não...não é, Sérgio!
A isso não se chama rejeitar, mas sobreviver.
Reitero o que disse sem necessidade de copiar:
- Sim, há quem rejeite os doentes bipolares, por os julgarem maluquinhos;
Sim, há quem os queira amar; quem procure saber mais sobre a doença; quem ali esteja a ajudar a salvar as crises, mas esse alguém tem personalidade...tem vida própria...pode ter inseguranças e fragilidades que, mais dia menos dia, condenarão a relação e levá-lo-ão a optar...a fazer a tal opção de que falavas num outro post. E é aí que eu digo quem ninguém no seu juízo perfeito opta por viver ao lado de alguém que tenhas as mesmas fragilidades. Quem apoia quem? Um apoia o outro, pq as crises existenciais de ambos sucedem em momentos diferentes? E qd sucedem nos mesmos momentos? E quando há crianças por perto, que podem ser filhas do casal ou não?
A opção mais sensata é fugir, porque ninguém quer sofrer.
Quer se seja bipolar ou não, uma relação só será bem sucedida se os feitios, as personalidades, as formas de estar na vida (até uma ida à discoteca que um adora e outro rejeita, vê tu)forem semelhantes.
Uma relação não é apenas fruto do momento, mas de muitos momentos que a vida tem e alguém com juízo (REPITO, SIM) não mergulha no mar qd n sabe nadar.
Tu, tal como eu, precisas de alguém que seja semelhante a ti em muitas coisas, mas diferente na força.
2 pólos negativos só se tornam positivos na matemática...não na vida, a menos que queiram destruir-se ou destruir os que com eles vivem.
Queres isso para ti?
Não me parece, Sérgio.
Acredita que ninguém tem culpa de não reunir forças suficientes para viver ao lado de alguém que sofre com a bipolaridade, como acontece com outras doenças. Isso só seria considerado rejeição se o casal em causa vivesse junto há anos...Não sendo o caso, ambos têm direito a defender-se e a defender os que com eles vivem...não só das consequências da bipolaridade (quando os feitios são distintos e as forças semelhantes)como de tudo o que 2 pessoas totalmente diferentes poderão desencadear.
Não me parece que valha a pena dizer mais nada.
É isto que eu penso...
A vida é feita de opções: temos todos que escolher o que achamos melhor para nós...e nada tem a ver com a bipolaridade, caso contrário só os bipolares seriam divorciados...e não é o caso.
Tem uma boa noite
bj

sérgio figueiredo disse...

Caros Bipolares e não Bipolares,

Este é o objectivo do meu blogue, o tal "Fórum" e partilha de ideias, opiniões.
Não há tabu, não é preciso esconder, mas partilhar experiências que levem ao contributo para conhecer os malefícios da doença e, como os ultrapassar.
"Da discussão nasce a razão".

Leiam as opiniões expressas e colaborem com o vosso pensamento.

Mais uma vez Obrigado, Nina, pela tua participação.

bji

Nina disse...

;)
De nada...sabes bem que gosto de aqui estar.
bji

eu disse...

Bipolar e não bipolar...
Desculpem a intromissão neste vosso diálogo, mas achei tão interessante que não consigo ir embora sem dizer duas ou três palavras...
Nao sei se entendo bem o que é a Bipolaridade enquanto doença, até porque agora é muito comum chamar-se "bipolar" a qualquer um que mesmo sem ser doente, agora está bem e daqui a pouco não...e não somos todos assim?
Pelo que entendi o Sérgio é bipolar, a Nina não é.
Um diz uma coisa, o outro outra, mas os dois completam-se na discussão e por isso leva-me a dizer que um e outro têm razão nas palavras que disseram.
O mais engraçado nesta discussão a dois, sendo que um é bipolar e o outro não, é sentir que os dois necessitam das mesmas coisas e têm os mesmos "medos"...
Os dois precisam de se sentirem seguros, amados e compreendidos...
Precisam de garantias e tomam opções...
Nem sempre as opções que tomamos são as melhores para nós e muitas vezes nem nos deixam mais felizes...e ninguém, nem mesmo nós próprios podemos garantir seja o que for...
Na vida não existe apenas o sim e o não, também há o talvez e é esse talvez que nos complica...é esse talvez que nos impede de dizer não ou sim...
Volto mais tarde.

Bjs

sérgio figueiredo disse...

"Eu disse",

Agradeço a tua visita e comentário. Para o retribuir, respondo;
De facto a doença bipolar requer grande conhecimento da mesma, para atingir a fase de equilibrio. Não é fácil e tanto esforço e conhecimento, exige de quem padece da doença, como de quem com ele convive. Há os bipolares que, mal se sintam bem depois da toma dos medicamentos, os deixam de tomar e, o risco de recaída é enorme. Aí sim, têm consequências muito graves e dura para os que padecem da doença e os que com ele convivem.
A doença bipolar é crónica e os medicamentos são fundamentais, embora em fases equilibradas, apenas sofram de reformulação das doses. O respeito pela medicação e acompanhamento médico, é mais de meio caminho andado para o sucesso da estabilidade. A Título de exemplo, posso dizer que são muito raros os doentes bipolares que não tenham internamentos e recaidas e eu, nunca fui internado e, tive uma crise há 4 anos, sendo que, até hoje me mantenho estável, embora o que tenho, são arrufos, normais, em qualquer ser.
Há que ser muito respeitoso com os médicos e medicamentos. A partir daqui, temos direito a uma vida "normal". Arrisco mesmo a dizer que, graças ao conhecimento da doença, a minha capacidade de tolerância, paciência, humor é positiva. Em termos de acompanhamento psiquiátrico, tenho 1(uma) consulta por Ano.

bj...nho

sérgio figueiredo disse...

"Eu Disse"

Esqueci um pormenor importante.
Não és, de maneira nenhuma um/a intromissor neste diálogo. O blogue foi criado para a partilha de opiniões.
Volta sempre. Obrigado

bj...nho/Abraço

Fa menor disse...

Olá Sérgio!

Costuma dizer-se que da discussão nasce a luz. Achei interessante estes pontos de vista, que acho nem serem assim tão diferentes, apenas um pouco diferentes as maneiras de se expressarem.

Posso dizer que os meus conhecimentos sobre a bipolaridade são insignificantes, muito embora vá contactando ocasionalmente, na minha vida diária, com pessoas bipolares.
Não sei se a doença bipolar é igual em todos, mas presumo, e pelas tuas palavras, que dependerá do modo como se a aceita e se a vai controlando com medicação.
O que eu acho é que um bipolar pode ser uma pessoa perfeitamente normal, e a convivência com outras pessoas acontecerá dentro dos parametros normais de pessoas ditas normais. Como com qualquer outras pessoas, há convivências difíceis e outras mais fáceis, tudo dependendo de uma conjugação de diversos factores, onde se incluem temperamentos, feitios, gostos pessoais, quaisquer doenças, etc. Será uma questão de compatibilidades, amizade, amor, respeito, estima.
Por vezes quando não há aquela convivência esperada, acho que isso não quererá dizer que existe rejeição, mas tão somente apenas alguma divergencia de interesses ou motivações.
Enquanto que um dos lados poderá estar focado numa coisa, o outro ter outras preocupações. Isso independentemente de haver ou não uma doença pelo meio.

Força nessa luta! :)

Beijinhos, Sérgio.

Boa semana!

Fa

Nina disse...

A Fa disse tudo, Sérgio, qd falou em incompatibilidades...e isso ada tem a ver com a doença, levando-me à conclusão do meu raciocínio de ontem: se assim fosse, só os bipolares seriam divorciados.
Feitios, gostos, formas de pensar, é isso que tem que estar em sintonia.
Não me acredito, sinceramente, que alguém que ame muito o outro o largue pela doença, mas largá-lo-á, com ou sem doença, se se sentir "ameaçado", ou seja, se sentir que aquela pessoa bipolar ou não, não o fará feliz.
bji

sérgio figueiredo disse...

Querida Fa,

Obrigado pelas tuas palavras. Pelo menos tens convivência com pessoas bipolares e podes, pela experiência, dizer que um bipolar pode fazer uma vida normal com qualquer pessoa.
Reconheces que as divergências entre as pessoas, são o "pão nosso de cada dia" sejam elas doentes ou não.

Obrigado, Fa e
uma boa semana, também, para ti.

bj...nho

sérgio figueiredo disse...

Nina,

Essa foi uma parte das opiniões da Fa. Mas lendo com atenção, verificarás que a opinião da Fa, é a favor do bom relacionamento que qualquer casal, seja um deles doente ou não, procura e se conseguirá com o entendimento que se adquire com o tempo. Aliás, a Fa, começa por dizer que temos a mesma opinião só que expressas de maneiras diferentes.

Obrigado
bji

Nina disse...

Nem sempre se consegue com o tempo, Sérgio, sobretudo quando, à partida, os obstáculos são incontornáveis, por haver demasiadas diferenças que nunca deixarão de o ser...e não pela doença!;)
O gde problema do ser humano é não ter a capacidade de dizer NÃO antes de dar a mão. Parece que tem em si um qualquer desejo de ser sofredor, porque à partida há sempre coisas que são, numa idade avançada como a tua ou a minha, impossíveis de mudar. Podem adaptar-se, sim...podem, até, procurar fazer de tudo para ser como o outro, mas ao fim d algum tempo de convivência, as diferenças voltarão à superfície e ruptura é inevitável...
Quem paga, sempre, são os filhos...
Que isto sirva de lição para os orientarmos...
bji

Anónimo disse...

Haja ou não um problema de bipolaridade, todos os que habitam este planeta sentem e têm necessidade de um ombro amigo ou de apoio seja ele de que natureza fôr.
Acontece que uma pessoa portadora desta doença fica mais fragilizada e daí a necessidade de um apoio em pleno.
Não necessita e não pede pena, pois não é caso disso e até seria altamente prejudicial.
Concordo com o Sérgio quando diz que há uma tendência para a rejeição. Sem dúvida ´há mesmo, pois sabe-se que há tendência a chamar" de maluquinho" . Assim se comporta a sociedade em que vivemos.
Todos temos uma certa tendência em rotuladas pessoas e situações.
É claro que se houver um bom acompanhamento e uma medição certa e com regra o problema pode ser minimizado e a "rejeição" ter aspectos mrnores.

beijo e força Sérgio

Graça

sérgio figueiredo disse...

Querida Graça,

Alegra-me a tua visita e as palavras que deixas. Espero que tudo esteja bem contigo.
Na verdade, é isso que é difícil de explicar a muitas e muitas pessoas que lidam com Bipolares.
Que estamos perante uma doença que não é visível, mas que tem os seus efeitos negativos nos portadores da mesma, deixando-os mais sensíveis e fragilizados nas suas capacidades cognitivas. Um doente Bipolar por muito estável que esteja e apesar de ser competente no seu todo, não deixa de, cognitivamente, ter uma postura mais fragilizada quando confrontado com as situações mais negras da vida. De facto, a Doença Bipolar é um enigma. Se é difícil para o médico, o seu diagnóstico, é lógico que mais complicada se torna, na aceitação, não só, para os portadores, mas mais ainda para os que com eles convivem.

Não é fácil, Querida Graça.

bj...nho