DESISTIR É DAR RAZÃO AO CAMINHO MAIS LONGO PARA A FELICIDADE. (sf)

16/01/2013

hoje não vou escrever nada, mas deixo um vídeo musical que diz tudo... escutem, e pensem bem...!!

23/12/2012


FELIZ NATAL e BOM ANO NOVO!

21/10/2012

é verdade... apareci...!!

já faz muito tempo, e bastante, que não escrevo uma palavra neste blogue.
na realidade, embora com a doença nada haja de grandes novidades, a inspiração para escrever anda, ou andou, por outros lados. refiro-me ao ter-me dedicado pelo Facebook que, ainda hoje, continuo a não entender muito bem como funciona. bem...

falando um pouquinho sobre a Bipolar, como disse, nada de relevante posso referenciar sendo que, prevalece o meu respeito com a assiduidade nas visitas aos meus médicos e, não menos importante, o sentido responsável com a toma dos medicamentos. enfim...
dias bons, dias menos bons, atrocidades do quotidiano e, também, momentos que se vão vivendo com a alegria de estar "bem comigo e, muito bem com os outros"...!!

não estou, e não faria sentido se estivesse, alheio ás dificuldades que a cada dia, que nasce, se nos apresentam pela frente. claro que me refiro à tão falada (e com razão) austeridade, que nos deixa pensativos e, incrédulos com o futuro, contudo... 
tenho tentado não conciliar estas amarguras com a chama, sempre pronta a ser animada, que faz levantar fervura nos indesejáveis sinais da doença. estimular a mente com o equilíbrio da tolerância é o melhor caminho para o continuarmos "senhores" do nosso bem estar. não é fácil, sente-se na pele mas...
a palavra "atitude" é aquela na qual temos de dedicar toda a nossa inspiração no sentido de atenuar aquela outra que em nada nos ajuda... "drama"...!!

por hoje fico
até

09/01/2012

a razão de ser ...

a médica decidiu mas...
o desmame de 50% das dosagens dos medicamentos foi de difícil "digestão" contudo, a persistência e o acreditar, foram o "chazinho" que deu voz ao alívio e, principalmente, ao voltar a saborear a leveza do consciente, basta pensar...
se a médica o fez, é porque estou pronto para tal.

foi um período que receei pois, vi-me com a postura de "um antigamente" que há muito julguei já estar esquecido mas que me voltou a fazer sentir o paladar de um estado efervescente de perturbação, para recordar e me alertar, que está vivo caso, o respeitar os médicos, o respeitar-me a mim próprio, o acreditar e o não condimentar o Bem Estar com a pimenta marca desistência, deixe de ser o tempero oficial para o sucesso da receita.

"o objetivo da desistência, é trancar a felicidade a 7 chaves"!!! (saiu-me de repente).

a médica arriscou, confiou, e eu... eu estou bem!

até

21/12/2011

último post de 2011...

09/11/2011

apenas "não compreendo"...

um dia como tantos outros embora, todos sejam diferentes. uma ida à varanda e o respirar, saudável, com sabor a mar iluminado por um Sol, desperto, que esconde os dias passados onde a chuva e o vento nos mostraram outras cores, para uns desagradáveis para outros, com a mesma ou mais beleza.
somos todos iguais? não... todos diferentes.

o dia convida-me e eu aceito.
pego em uma cadeira, sento-me e na mesa que tenho na varanda, coloco este portátil que vai denunciando palavras vindas do meu pensar. ao mesmo tempo divago com o olhar pelo mundo em movimento, oiço neste momento as badaladas dos sinos da Igreja e reparo que assinalam serem 11:00 horas. não deixo que os meus ouvidos percam a melodia de tantos "instrumentos", todos diferentes, que geram os sons deste novo dia mas...
o pensar traz-me, hoje, neste momento, a tristeza e o tentar perceber o sentido do dar, do receber e do aceitar... ou não.

faz 15 dias que a minha necessidade de ajudar o próximo e neste "palco" de todos os dias onde as palavras "crise" e "solidariedade" são "cenário de fundo", me levou para uma caminhada curta, tão curta quanto a distância que separa os meus pés um do outro a cada passada que executo e fui oferecer a uma instituição o meu desejo e prazer de prestar voluntariado. é um desejo sério, um voluntariado, daqueles que nem uma refeição, ou outros, pede em troca, uma instituição onde há luz irradiada por seres que tanto admiro, estudo e com eles aprendo. refiro-me a uma instituição onde crianças com trissomia são o "personagem principal", a razão da existência desta instituição e a fonte do desejado contributo no final de cada mês para todos quantos ali (deviam) cumprem as suas funções para que foram contratados.
bem... começo a revelar o meu lado no estado de revolta,  mas porquê?
um pouco acima referi que "faz 15 dias", lembram-se? pois é...
quando ali me dirigi e evoquei os meus propósitos, o/a responsável por estes assuntos mandou recado, por quem me atendeu, que ia para fora e que só na semana seguinte podia fazer o atendimento ficando, então, agendado para 8 dias depois. não desistindo da minha ambição ali voltei conforme combinado e, pasmo...
o dito/a responsável estava fora, numa formação, e assim nada se podia fazer, mais uma vez. desta feita,  e com um pedido de desculpas, o colaborador/a que me atendeu sugeriu ficar com os meus dados pessoais e o motivo que me acompanha prontificando-se efetuar um contato a combinar o dia para uma reunião sem o risco de uma outra caminhada em vão.

inacreditável e mais uma vez... pasmo.
são decorridos mais 8 dias e o contato esperado não é realizado. pergunto...

hoje, todos sabemos que arranjar um emprego é a chama que ateia o fogo nas mentes de quem procura (não é o meu caso) mas... e o voluntariado (este sim, é o meu caso), será assim tão complicado?

uma coisa é sermos entrevistados, analisados e não se ser aceite outra...
é ficar com a imagem de que esta instituição não valoriza o voluntariado logo, não mereço contato.

curioso...
o Sol está a ficar envergonhado e as nuvens começam a aglomerar-se.

até

Nota: independentemente destas palavras apelo a todos pela vossa contribuição a estas instituições. o "dar" pelo bem, tem de ser dividido por todos nós.     

20/10/2011

sempre disse...

sempre disse que não é fácil conviver-se com um doente Bipolar, mas...
é diferente de impossível!

há vários aspetos que têm de se ter em conta para quem assume viver ou conviver com um doente Bipolar e que pode frustar, sentimentos, posturas, lutas, tudo isto quando se tenta aliviar os momentos mais desagradáveis porque o portador da doença passa.
sempre disse que a postura mais correta que um Bipolar deve manter viva mais não é que, respeitar os seus médicos e a medicação, que só eles podem avaliar ser a mais eficaz.
sempre disse que para se conseguir uma vivência harmoniosa com um doente Bipolar há dois princípios base que são:
por parte do portador da doença, é fundamental reconhecer que é Bipolar e, assim sendo, dar tudo por tudo para a conhecer, estudando-a e aprender a viver com a mesma mantendo-se em alerta com os síntomas que, em qualquer altura, podem despertar e requerem o uso de medidas preventivas evitando o pior são elas... apenas pedir a ajuda a quem nos conhece, incluindo os medicamentos.
por parte de quem vive ou convive com o portador da doença, para além de estudar a doença e qual a sua postura a adotar para ajudar deve, sem receio, alertar o doente de pormenores que se manifestam indicadores "alteráveis" da estabilidade e que se revelam pelas atitudes sendo que, pede-se e sabemos doloroso, beneficie o diálogo, paciente, harmonioso e acima de tudo... compreensivo. 

é duro, mas consegue-se o desejado!

neste momento enfrento uma fase de desmame na medicação, por avaliação da minha médica psiquiatra, que dá asas ás consequências esperadas durante, uma, duas, três semanas. temos que saber aceitá-las, contraria-las e saber esperar pela habituação e resultado, que acredito ser positivo, da alteração.
nutro de um único pensamento...
se a médica assim decidiu, só me posso dar por satisfeito pois revela a estabilidade em que me encontro contudo, não posso esquecer a atitude, paciente e dolorosa, de quem comigo vive e dos que comigo convivem... eles são importantes para mim, eu sou importante para eles. 

é duro, mas consegue-se o desejado!
    

18/09/2011

ser racional ou irracional?

as palavras de desabafo, deselegantes, impróprias, tanto social como profissionalmente, com as quais somos confrontados diáriamente, sem hora marcada, e com portas fechadas impedindo escapar, evidenciam reações, várias, consoante se nos apresentam isoladas ou num conjunto acumulado de muitas que aconteceram mas que ainda nos repisam. 
na verdade, há situações que por muita vontade e esforço que façamos para as superar, nos levam, no imediato, a sentir os efeitos que caracterizam a doença.

caros bipolares,
por experiência própria, nada nos beneficia entrarmos no desespero e virarmos costas à nossa capacidade de reconhecer que estamos perante estados tão sentidos como qualquer comum, embora, no nosso caso eles se mostrem mais recalcados, mentalmente.
a estratégia pela qual opto, não me alienando do sucedido, é dar privilégio à serenidade e raciocinar, ou seja, pensar antes de agir sabendo que se não o fizer, terei pela frente um estado de total desmotivação em me sociabilizar com tudo e todos que me rodeiam, incluindo, comigo próprio. é a irracionalidade.

é isso que a nossa mente e, principalmente, os "motivadores" da discórdia, procuram despertar.
sejam bons ouvintes, bons observadores, e respondam com o "Bem-Estar" que carateriza a nossa capacidade de gostarmos de nós próprios. não esqueçam que o Verão caminha para a sua fase terminal e a estação que se aproxima, choca e mostra muitas diferenças. são os dias mais escuros, o começo de, envergonhados, pingos de chuva, ventos, o frio que acorda...etc. em resumo, são as delícias da mudança de estação que tanta influência tem no nosso estado de ser e nos leva pelos caminhos da irritação, mau-humor, motivação pelo isolamento enfim, tudo que nos relembra, e ativa, a fase "presente" da bipolaridade que para nós, não deve, não pode, ser esquecida.

não esqueçam... SÃO CAPAZES. eu continuo a ser, amanhã não sei, mas ainda não me interessa saber.

até

uma Nota final que não posso omitir:

também falho e várias vezes fui apanhado desprevenido alimentando os dissabores de atos que antes de os executar, deveriam ter sido pensados, ponderados. se estou triste ou arrependido? estou! e perturba bastante o meu ser, afinal, vai contra o meu esforço.
ficou a aprendizagem, que reforça o estado de alerta para não repetir.
 
 

03/08/2011

intrusos...

minha nossa...

desde Maio que as palavras se esconderam deste Blogue.
confesso que estou bem ausente e dando a imagem de desinteresse, ou desprezo, pelo Blogue, mas não.
o facto (fato), é que a doença não tem apresentado motivos que me façam inspirar a falar sobre ela e, também, porque a existência de uma pontinha de preguiça, com sabor a Verão, me tem feito companhia.

não posso negar que a doença está sempre presente e em determinadas situações, que cada dia nos vai oferecendo, a mesma se revela viva e determinada a aproveitar-se de um deslize nosso. não merece palavras enquanto preferirmos dar razão ao Bem Estar gozando os momentos que nos são proporcionados, quer pelo período de férias, quer pelo verão e as suas delícias.

costumo dizer;
quanto mais falo "nela" (doença) mais curto se torna o dia para conviver com outros sabores, bem mais apetecíveis.

e é isso que vos peço...
agarrem-se ao prazer de gozar os dias Sol, e as noites onde a Lua mostra o seu esplendor. aproveitem a frescura de um mar salgado, e as risadas nas muitas festas que a época nos dá para alegrar as noites.
aproveitem o viajar e o conhecer...

esqueçam, esqueçam o peso da rotina e o que ela magoa a nossa mente. apenas se mantenham atentos a pequenos pormenores a que lhes dou o nome de "intrusos".

20/05/2011

psicologico... ou não?

não que seja um pecado, porque acontece quando não premeditado e sem carater de "assíduamente", mas é normal, uma vez por outra, um qualquer dia, o esquecimento de uma toma da medicação. isto não acontece apenas connosco "Bipolares", mas com todos que estão sujeitos a medicamentos, seja qual for a doença. é importante, para se evitar este tipo de esquecimento, que se arranjem estratégias que levem à colocação dos medicamentos em locais que difícilmente passem despercebidos e nos dêem a certeza de que foram tomados, ou não.
temos exemplos como, coloca-los numa caixinha dentro de um dos bolsos sendo que é sentida, por muito pequena que seja, que há uma caixinha no bolso e que nos lembra dos medicamentos. quando em casa, tê-los na mesa de refeições, na bancada da cozinha, dentro dum copo colocado num sítio que chame a atenção como, que faz este copo aqui? dentro do porta luvas do carro, no caso de uma saída imprevista, enfim, puxar pela nossa criatividade em nosso beneficio.

no esquecimento de uma toma surge, depois, a preocupação do que fazer e aí, há diferentes posturas e qual delas a mais correta?
há quem entre em pânico e, psicologicamente, se vê a passar por todos os síntomas de uma crise. há, por outro lado, quem, ao confirmar o esquecimento, de imediato opta por tomar sem se preocupar com o tempo que a separa da próxima. há, ainda, quem veja o esquecimento de uma toma como um mal menor que em nada vai afetar o seu estado.

bem...  caros Bipolares,
os medicamentos são o nosso equilibrio mental e merecem dois reparos.
o primeiro, dirigido aos que entram em pânico e, "psicologicamente", já se sentem numa fase de crise. não, não é situação para tanto, apenas devem descontrair, manterem-se ocupados, e calmamente darem lugar ao pensar que mais umas horas (poucas) há outra toma e essa, vai ter importância no voltar à estabilidade. toda essa (in)disposição terminará.
na segunda apreciação, e dirigida aos que não dão importância a mais um esquecimento, digo que essa falha tem os seus efeitos. para alguns é psicologico, mas não é, pois, há pequenos síntomas que se revelam, quando se alteram as regras clinicas, os horários.
os medicamentos são um elo, dependem uns dos outros e nessa conjugação, cumprem o seu objetivo.

enfim, o único conselho está no evitar esquecimentos porque eles, na verdade, serão sentidos.
caros "Bipolares", a nossa medicação é muito exigente e se a respeitarmos, respeitamos o nosso bem estar, a tranquilidade, o equilíbrio do nosso "ser".

até