DESISTIR É DAR RAZÃO AO CAMINHO MAIS LONGO PARA A FELICIDADE. (sf)

02/07/2010

O exemplo...

Faço questão de agradecer a uma Amiga, reproduzindo neste meu espaço a carta que me escreveu, digna de evidenciar a Amizade, independentemente de eu ser um doente Bipolar.
Obrigado, Amiga, por seres minha Amiga e
Obrigado pela dedicação, quando te faço viver os meus momentos menos bons, apoiando-me.


Amigo,
Quantas vezes já te disse que gosto de ti?
Quantas vezes já te disse que te adoro?
Quantas vezes já te fiz sorrir?
Hoje, sinto que to devo dizer aqui, neste espaço que partilho, e que visitas.
Adoro-te, sim, meu amigo, e encho o peito para falar deste sentimento que me une a ti.
Dizes que sou única e chamas-me princesa...a tua princesa menina...e eu sorrio, por isso não gosto de ser chamada assim por mais ninguém.
Choro quando sofres...porque te fazem sofrer, mas não tenho pena de ti, sabes?
Porque teria pena de alguém tão grandioso como tu?
És um pai fabuloso...um filho atento...um amigo excepcional e és o melhor artista com quem já tive o privilégio de privar.
A vida quis-te encostar a um canto, quando a bipolaridade te foi diagnosticada...mas tu lutaste, ergueste-te e venceste-a.
E agora aí estás tu.
Tu...a poesia...a fotografia...a luta...o desenho...e o grande amor que sentes pela vida.
Quando te conheci e me contaste sobre essa companheira que terás até...sempre... assustei-me...mas aos poucos aprendi que não é ela a má da fita na tua vida...mas os outros, os que não te sabem aceitar ou os que fingem aceitar-te e amar-te...e todos os que, contrariamente a ti, enganam, iludem, mentem...
EU não tenho vergonha de ti, sabes?
EU orgulho-me MUITO de ti!
Dizes-me, muitas vezes, quando te mostro ser mais bipolar do que tu, que a minha bipolaridade passa sem medicação...e que a tua só passa com ela.
É verdade...porque, na realidade, não sou bipolar, mas também é verdade que, ao contrário do que muita gente pensa, ser bipolar não apresenta qualquer perigo quando se aceita a doença, como tu aceitaste, e quando se deposita nos médicos a confiança que tu depositas.
Quantos não bipolares gostariam de ser tão equilibrados como tu!
És o meu melhor amigo, sabes?
Por isso não te quero esconder...
Tens 52 anos, amigo.
Estás vivo...os teus olhos brilham como os de ninguém, quando reconheces ser respeitado como o ser humano lindo que és.
Põe a bengala no lixo...apaga o cigarro, que não te pertence, e olha-a.
ELA é a VIDA...a VIDA que ainda te falta viver!


(Desenhado por Segredos... "Eu")

Sabes, amigo, que um dos meus sonhos de sempre era ser psicóloga?

É curioso, não é?

Talvez por isso te respeite tanto!

Beijinhos

01/07/2010

Respeitar...

(Dirigido ao anónimo que comentou em segundo lugar, no post anterior. O primeiro comentário, está dentro do perfil contextual do blogue).
Caro/a Anónimo/a,
Em primeiro lugar quero pedir-lhe que não use este blogue para comentários, com a expressividade pessoal que deixou no meu último post.
Este blogue é sobre algo com o qual não se brinca, a Saúde.
Se reparar, ele foi criado para partilhar, com outras pessoas que são, tal como eu, portadoras da doença Bipolar (e outras que, não sendo portadoras, têm na sua vida alguém que o é), experiências da minha vida real com a doença. É, apesar de não sermos uns "coitadinhos", porque não somos, um espaço que pretende dar força, a quem dela necessita para viver com a doença, sem que a mesma nos proíba de continuar a sentir o prazer de sorrir.
Por favor, independentemente de não se identificar, tenha, pelo menos, respeito pela finalidade do blogue e pelas pessoas a quem ele se dedica.
Quanto ao seu objectivo com o comentário que, se era para criar confusão e denegrir o meu bom nome e postura, já criou, permanece em mim a consciência tranquila. Contudo, deixo-lhe o meu endereço de mail para que possa, aí sim, se tiver algum motivo para tal, que eu desconheço, se expressar a seu gosto e permitir a minha resposta.
Obrigado

29/06/2010

Não desprezem...

Respirar é encher o peito.
Respirar bem forte, é encher o peito, reflectir, aceitar as verdades e deitar fora as mentiras.
Que quero dizer com isto? É simples...
Nada nem ninguém é perfeito. Todos estamos sujeitos a correcções, todos estamos sujeitos a momentos bons e a momentos maus. Há alturas que sentimos o peito doer, algo nos está a tocar.
Tenho tido a felicidade de partilhar a minha vida com pessoas que, umas a quem, graças à minha experiência e ao que tenho aprendido, me entrego e me fazem sentir útil, mas outras há, em que sou eu que agradeço e afirmo, o quanto elas me são importantes e me têm mostrado a realidade da vida. Aquela, que para mim, até hoje, permanece ainda, oculta.
Pelo contrário, existem, também, aqueles que "gozam", aproveitando-se da vulnerabilidade dos mais sensatos, puros, daqueles que prezam a verdade do fazer bem.
Hoje, tive o privilégio de ter um diálogo com alguém que me fez, mesmo, pensar e entrar em mim. Fazer-me ver o muito que me era desconhecido e que tenho de saber adaptar-me, compreendendo o seu verdadeiro sentido.
Abriu-me os olhos dizendo que não é pelo facto de ser "Bipolar" que tenho de me sentir inferiorizado e não dar o real valor ao que sou, ao que faço, ao que quero para me sentir realizado.
É nestas fases que nos podemos sentir injustiçados, porque não gostamos de ouvir o que não queremos, mas é nestas fases que temos de assumir que estamos perante alguém que gosta de nós e nos ajuda a não sofrer, logo, por muito que nos faça doer, temos de reter, em nós, as palavras que ouvimos e ver em que é que elas são ou não parte de nós, sendo que assumiremos libertar-mo-nos do que não nos faz bem.
Meus caros (Bipolares), o nosso valor não tem de ser visto ou avaliado pelos outros, mas sim por nós. Temos de acreditar em nós e ter a certeza de que gostamos do que somos. Temos, acima de tudo, que saber ouvir e aceitar os conselhos de quem nos quer bem. Não é vergonha, é dar ouvidos a quem nos dá valor e nos alerta para a nossa Auto-Estima.
Ser Bipolar não é deixarmos de ser humanos.
Ser Bipolar é sermos mais responsáveis connosco.
até

26/06/2010

amantes e...amados

Conforme já uma vez afirmei e repito, a vida, muitas vezes, é-nos madrasta. Também não podemos contar com um mar de rosas todos os dias. Isto sim, não seria normal.
Há situações, no percurso de vida que fazemos, que efectivamente nos confrontam com o peso das dificuldades e, por vezes, situações que nos deixam de boca aberta.
Se repararem, não estou a falar sobre nós Bipolares em particular, mas de um modo geral sobre todos os humanos.
Dessas situações, tantas são aquelas que requerem o nosso sangue frio e a destreza de dizermos Sim ou Não. É aqui, que os portadores de doença Bipolar, são observados e considerados como pessoas que não dão garantia de pensamento racional. É triste dizer, mas existem estes casos... casos onde o Bipolar é marginalizado e considerado como alguém que não pode estar no seu perfeito juízo ou está permanentemente a ser observado porque e, só porque, temos a infelicidade de sermos Bipolares.
Meus Amigos (Bipolares),
nós não somos ninguém para uns, mas acreditem que somos muito mais racionais que muitos que nos conhecem ou não conhecem. Temos tanta competência de pensamento comparados com os "chamados" normais - perdoem-me esta expressão - que há alturas em que é necessário mostar àqueles que não conhecem a doença de que somos portadores que não é verdade, quando nos assumem como pessoas que não podem fazer parte do seu quadro de relacionamentos.
Nós, os Bipolares, desde que devidamente bem acompanhados e respeitando as directrizes dos nossos médicos, temos argumentos que validam, que provam a nossa estabilidade e equilibrio e que nos dão o direito de usufruir da credibilidade, em todos os aspectos, como qualquer outro comum. Digo mesmo, quantas vezes, bem mais responsável, madura.
Meus Amigos (Bipolares),
não se sintam ou deixem que vos façam sentir Inferiores, porque assistem a pequenos pormenores como o de tomarmos uma "carga" de medicamentos. Temos as mesmas capacidades que qualquer "Ser". Não deixem que marginalizem e desrespeitem a vossa integridade.
Em fase estável, e podemos estar com ela durante "um sempre", somos amantes e amados pela vida, pela felicidade.
até

06/06/2010

Resistir...

Na vida só existem dois quereres, o SIM e o NÃO.
Todos os dias somos confrontados com situações, vontades, desejos, com o possível e o impossível. Todos os dias o nosso corpo, a nossa mente, estão sujeitos ao poder da DECISÃO. Nem sempre a resposta é a melhor, mas nem sempre é má. Chamo-lhe OPÇÃO.
Até chegarmos à decisão, muitas são as etapas que percorremos, embora muitos digam que é perda de tempo dedicarem-se às dúvidas, quanto às suas opções. São etapas que, sem nos apercebermos, sacrificam o tempo que a nossa mente dispõe para decidir. É neste espaço de tempo que a vida se encontra connosco e se revela BOA para uns, MÁ para outros, mas não podemos esquecer que somos nós que realizamos as ditas opções. Só a nós podemos agradecer o sorriso e condenar-nos pelas tristezas.
CERTO e ERRADO é o resultado que temos da nossa forma de pensar. Vamos sentir o caminho que escolhemos; é sentida a culpa, a cumplicidade, seja para o bom como para o mau.
Caros amigos, a PRECIPITAÇÃO é o nosso maior inimigo. Por muito que se deseje, temos de parar e nos reconciliarmos com o poder da decisão. Temos a necessidade, lutando contra a ansiedade, de aproveitar o muito ou o pouco tempo que nos é dado para, com firmeza de pensamento, agirmos com o sentido do bem-estar. Recordar erros vividos que, embora sejam passado, nos permitem não repetir angústias, frustações, desilusões, culpa.
Nós, os portadores desta doença, a BIPOLARIDADE, somos, mais do que os não não portadores, facilmente confrontados com o peso da decisão e é aí que nós, Bipolares, temos de reconhecer a nossa fragilidade de pensamento, mas não incompetência. É aí que temos de evidenciar o saber lidar com a doença e distinguir o certo do errado, pondo de parte o desejo, dando valor à racionalidade, à opção. Aí está, novamente, o factor tempo. O suficiente para equilibrar a nossa resistência com o bem, com o mal e chegarmos ao SIM ou ao NÃO.
É difícil resistir a desejos e tomar decisões, mas conhecer a precipitação leva-nos por caminhos da felicidade. SERÁ???

até

13/05/2010

Só nós nos condenamos...

Há muitas situações que nos apoquentam (a nós Bipolares e a quem connosco convive). Situações de toda a espécie, umas sem qualquer peso de negatividade, mas outras que requerem um dialogar connosco e/ou, principalmente, com uma pessoa de confiança com a qual sabemos que podemos contar. Há necessidade de rever o que se está a passar e, para tal, nada melhor do que a ajuda de que quem convive connosco e sabe da nossa doença, da forma como ela se apresenta a qualquer momento… O Alerta.
Pois é!
Quero com isto dizer que, quando menos esperamos, julgamos estar tudo bem e damos connosco a passar por episódios que debilitam a nossa capacidade de raciocinar e agir, correctamente.
Há muito pouco tempo, conheci uma senhora com a qual tenho mantido agradáveis conversas. Conversas, essas, em que a assiduidade tem sido cada vez maior e a relação entre os dois se vê com carácter mais responsável e pensamentos de perspectivas no futuro.
Até aqui tudo bem, mas como o bem nunca está só, apresenta-se o mau e esse consegue estar muito tempo sem precisar do bem.
Nesta situação que acabo de partilhar, sou confrontado com uma possível relação de uma nova vida a dois. Entre ambas as partes há amor, dedicação e compreensão. Tudo parece reunir as bases para o bom entendimento, não fosse a minha eterna insegurança e falta de Auto-Estima . Porquê?
Porque, se a senhora com quem partilho o desejo de uma vida a dois, não estivesse sujeita (embora se tenha dedicado a estudar, um pouco, a bipolaridade), a inúmeras perguntas da minha parte, não ficaria desmotivada perante a negatividade que muitas vezes demonstro.
Para quem começou uma relação há pouquíssimo tempo e martiriza a companheira com perguntas constantes, como “Gostas mesmo de mim?”; “ Tens a certeza que não te vais apaixonar por outro?”; “Queres mesmo viver comigo?”; “Mas eu não te mereço e tu rapidamente vais arranjar outro.”, só poderá desencadear uma enorme falta de paciência, por mais dedicação que haja.
Meu Deus...
Quando e, depois de tanta coisa que já ultrapassei e aprendi a controlar, irei conseguir deitar fora algumas pedras que ainda permanecem nos meus sapatos e me impedem de caminhar para o lado certo?
Quero recuperar a confiança… começar a acreditar… pensar antes de agir… respeitar a dedicação que esta senhora me oferece e a felicidade que me faz sentir, enfim, eliminar traumas que não têm qualquer razão de existir e que eu persisto alimentar, quando tenho a sorte de constatar que a porta da dita e desejada felicidade se encontra completamente aberta.
Meus caros,
Não pode ser.
Temos de aproveitar estas companhias que demonstram a beleza do seu coração, não só a nível sentimental como pela confiança que depositam em nós e, assim sendo, merecem a nossa confiança, o nosso amor.
Não podemos dar vantagem à insegurança, ao medo…
Temos de dar a oportunidade de à felicidade, colaborando e fazendo um esforço por nos libertarmos de tudo o que aprendemos e que faz parte do lado escuro presente em nós.
Não é fácil, mas temos todos os "ingredientes" na nossa mão para vencer. E, por muito que custe dizê-lo, somos nós que não queremos. Apenas precisamos de parar de fazer tudo o que nos ocupa no momento e, por 5 minutos, pensar, pensar em nós e no(s) que nos quer(em) bem.
Se sou capaz de escrever tudo isto, não posso deixar de me condenar por não passar à prática e partilhar/retribuir, o viver em felicidade.
até

29/04/2010

Merece... eu aceito.

Porque já tenho Amigos que comentaram o post anterior, que dava como ponto final a sua existência, não o vou apagar mas, quero que saibam que, a pedido de uma pessoa que é importante para mim, vou abrir mão da minha decisão e continuar a publicar as minhas experiências de vida real.
Continuarei a escrever, sem nada esconder e, disponibilizo-me para ser a vossa companhia, com os ouvidos que nos faltam, para nos escutarem e fazerem-nos sentir que não é em vão, que estamos a falar.
Deixem-me agradecer à pessoa que me deu força para continuar com este Blogue.
São estas vozes que nos dão ânimo para mantermos e entendermos o dom da palavra Felicidade.
Façam como eu fiz, não deixem de dar ouvidos a quem nos quer ajudar. É fácil dizermos que estamos bem e difícil ouvirmos que não estamos. Saibam aceitar, é para nosso bem e dos que connosco convivem mas, principalmente, porque afinal, também nos consideram importantes.
Volto

Há necessidades...

A todos que me acompanham neste Blogue, vos agradeço as palavras que me deixam e o quanto se dedicam a ler-me, no que é, a minha experiência de vida, partilhada com a doença.

Não se sintam abandonados e todos que me escrevem por mail, continuem a contar comigo. Agora, por este meio, O Blogue... fico por aqui e me despeço.
Era o único Blogue que não queria terminar, mas aqui deixo, tal como fiz nos outros, o ponto final. Deixei de ter motivação para o Bloguismo.

ACREDITEM em vocês.

13/04/2010

Custa...

É certo que quem quer navegar no mundo da Internet, tem de se sujeitar a situações boas e outras menos boas.
Eu sempre usei a Net por motivos profissionais, bem como, motivos escolares e de lazer, como por exemplo, os Blogues que tenho e onde partilho o meu "Eu".
Nas situações menos boas, há os de várias espécies, aquelas que nos desligamos logo à primeira e acabou, foi um completo "engano" que nem dá para lembrar e, há outras, essas sim, que doem pois castigam-nos com a falsidade que, no meu caso, doente Bipolar, me perturbou bastante e me deixa, ainda hoje, recordando e fazendo um esforço enorme para esquecer. Refiro-me a pessoas com quem durante muito tempo conversei mas, que a partir de uma certa altura, motivado pela doença e que requer, não direi silêncio mas, um certo afastamento para atingir o equilíbrio mental, insistiam no contacto comigo de todas as formas. Fico espantado como recorrem a métodos que para mim e, mesmo considerando aqueles que só usam a Net para causar "distúrbios", conseguem descer ao mais baixo da falsidade enganando aqueles ("Eu") que apenas precisam de uma pausa para recuperar. Imaginem que há pessoas, umas que me eram muito queridas, outras que eram o princípio, julgava eu, de novas amizades, que são capazes, estando eu ausente e sem falar com elas, (a tal necessária pausa) de construirem novos mail´s, novos endereços de chat's, com a perspicácia de, com outros nomes, conseguirem, assim, contactarem-me, começando por visitarem os meus blogues que, julgando eu serem visitantes novos, respondia, como sempre faço, quando são novos, a agradecer a visita. Sempre as considerarei como pessoas de mal fazer e, que se aproveitam da enorme sensibilidade e doença, de quem sofre, neste caso eu, com as perturbações que, situações como estas, acarretam. Não minto quando digo que houve alturas em que e, pelo menos uma vez, quase tive de recorrer à urgência do hospital, sector de psiquiatria mas, consegui cair em mim e, a muito custo, equilíbrar o meu sistema nervoso. De que maneira, perguntam? Apenas com um ponto final.
Não nego que possa ter contribuido para que determinadas pessoas podessem, também, ter razões de queixa quanto a mim mas, estou seguro e de consciência tranquila que sempre fui e sou, verdadeiro no que respeita à minha postura.
Algumas vezes fui abaixo e senti necessidade de compactuar com essa dita falsidade mas, apenas teve como objectivo, o conseguir tirar qualquer dúvida quanto à minha desconfiança.
Hoje, sinto que não pequei, que tudo se confirmou e que, apesar de ter experimentado situações que até hoje me eram estranhas, apesar de algumas dessas pessoas terem tentado restabelecer a relação e, prometendo, nunca mais se repetir, eu não sou capaz de retomar porque, honestamente, nunca mais iria ser a mesma coisa e eu nunca mais sentiria nada por essas pessoas que, apenas me limito a respeitar e, longe de qualquer rancor.
Passei por situações com algumas dessas pessoas, que inventaram outros nomes, outros endereços, outras conversas e, momentos que não pensava poderem existir, que me perturbaram bastante, ao ponto de eu próprio sentir que não estava a ser "eu", embora nunca tenha alterado o que quer que fosse, de nome ou endereços mas, estava a "participar". A melhor opção foi mesmo o terminar e, colocando definitivamente um ponto final, para meu bem e para bem e respeito pelos outros e por mim. Estava a ficar ausente de mim.
Nunca imaginei que este tipo de "esquema" pudesse existir e eu me sentir cumplice da continuidade de alimentar o mesmo. Cheguei a viver experiências que não fazem parte de mim e, por isso, vir a pagar por elas, ficando com a minha consciência debilitada, "apagada".
Hoje, continuo na Net mas, com as necessárias reservas, o que não havia necessidade disso.
Fui considerado "muita coisa" e com razão, umas, outras não pois, como disse, compactuei com as situações mas, tive de pôr fim ao que andava a alterar, perigosamente, a minha saúde, o meu equilíbrio e, em risco, o voltar a fazer o que gosto... escrever e partilhar, continuando a mostrar a minha seriedade e respeito, no que faço.
Meus caros Amigos Bipolares,
Estes episódios são autênticos "medicamentos" com graves efeitos secundários para nós. Contudo, não confundam estes casos, que expressei, com o daqueles cibernautas que usam, por opção, um nome fictício mas que o mantêm, sem alterações, até ao dia, por exemplo, em que se proporciona um encontro de companheirismo entre todos (um jantar, um almoço...etc) e aí sim, se apresentam revelando o seu verdadeiro nome. É DIFERENTE.
Creio que me fiz entender e, principalmente, no quanto é prejudicial para nós, Bipolares, vivermos situações destas que nos atacam, fácilmente, a nossa postura, sensibilidade, levando-nos ao desiquilíbrio. Eu tive essa experiência e só vos peço... CUIDADO, o suficiente para se manterem estáveis, fazendo o que gostam, sem deixarem de ser quem são.
até

01/04/2010

quem sou, afinal...?

Bem,
Cá estou eu.

São muitas as vezes ou talvez, melhor dizendo, constantemente, que me confronto com as situações de quando começo uma coisa, que me dá prazer e refiro-me à escrita, começo com todo o fervor e inspiração mas, passa um dia, dois, três (uma maneira de dizer) e começo a ficar parado pensando numa outra que gostava de fazer. Ou seja, tenho muitas ideias, muitas coisas que, enquanto não começo desespero e, lá se dá por terminado o que fazia dando lugar a outra.

Claro que esta atitude não posso dizer que seja "normal" e penso, quando a isso me dedico, o porquê destes episódios frequentes. Tem de haver uma razão e há. Chama-se AUTO-ESTIMA e porquê?

Tão simples e a explicação é esta:

Tenho vários blogues (6) e cada um deles com temáticas diferentes. Contudo, tudo começa muito bem mas, chega a uma altura e envolvo-me a pensar e a perder o interesse, não do que escrevo mas, do blogue e porque já penso em outro.

O que escrevo não se trata de uma invenção, são palavras e sentimentos que saiem do meu "Eu" do meu interior, sentidas e, como nada tenho a esconder, gosto de partilhar com os que se dedicam ao mundo dos blogues. Agora, porquê estas "variações"?

Conforme disse, pela enorme falta de Auto-Estima, agora, porque razão faço este diagnóstico? Simples, porque chega a uma altura e eu próprio começo a ficar com dúvidas se o que escrevo terá algum nexo, algum "valor", suficiente, para conquistar outros bloguistas para leitura.

Visito os blogues de outros Amigos e faço comparação entre a sua escrita e a minha. Comento com a minha seriedade, a interpretação que faço e dou-lhes o maior valor, sendo que, o resultado é a minha "inferioridade". Chego a considerar ser uma "aberração" o publicar e, vou de seguida ao meu blogue e ocorre-me a vontade de eliminar o que escrevi.

Várias vezes aconteceu. Escrevia, publicava e eliminava. Colocava-me no lugar de um bloguista visitante e lia mas, lia e não gostava. Aos poucos os blogues que criei foram ficando pelo caminho e escrevia, como texto final, "o terminar do blogue".

Os meus blogues sempre tiveram comentários abertos e sempre tive amigos bloguistas que me visitavam e deixavam os seus comentários simpáticos ou melhor, sentidos, pelo que leram. Nem isso fez com que eu pusesse para trás das costas a ideia de eliminar o blogue. Estava pensado e havia que partir para outro.

Reconheço que houve, pelo menos, um blogue, que não mantive e, onde comecei a escrever uma história em tom de ficção, como que se um livro eu estivesse a escrever. Os comentários eram interessantes e até deixavam no ar, a expectativa de ler o próximo capítulo mas, acabou. Não fui capaz de continuar. Tinha outro pensamento e qual? Nem mais, o de que os amigos bloguistas apenas estavam a ser simpáticos comigo, expressando bonitos comentários à história e eu, só pensava, negativamente, e recusava pensar que o que escrevia pudesse ter algum interesse para alguém.

Meus caros, não perdi, ainda, este enorme defeito mas, tenho dedicado uma enorme luta para não lhe prestar atenção e, tenho continuado a escrever, a publicar, num novo blogue e a aprender a gostar de mim próprio e a apaixonar-me pelo que faço. Publico porque é meu, é sentido, nada me impede de publicar, partilhar e, convenco-me, que em tudo que se faça há quem nasça para tal e outros não, logo, só posso acreditar que "Eu" gosto, gosto e sinto-me bem. Dá-me prazer em ler o que escrevo e como eu, outros amigos bloguistas poderão gostar ou não. Afinal, não somos "obrigados" a gostar de tudo com que somos confrontados mas sim, com o que nos diz algo, no que mexe connosco e nos dá prazer.

Meus caros, tenho conseguido e sinto-me muito bem, ao ponto de, e penso que já o disse, de eu próprio estar apaixonado com o que estou a fazer.

Pois bem, aqui fica o grande desafio que temos para combater, a tormentosa falta de Auto Estima. Eu encontrei a maneira de o fazer e resume-se, apenas, a uma opção bem simples... ACREDITAR EM MIM e se gosto do que faço, do que escrevo, só isso conta depois, depois é o aceitar as opiniões dos Amigos bloguistas, sejam elas boas ou más. Nada tem o mesmo significado para todos. O importante é ser sentido, vivido por mim.

Como nota, digo, que é meu desejo retomar a escrita, a ficção, a história que desisti de escrever mas, conjugando o tempo para não desistir do blogue actual.

Meus caros,

Hoje dediquei-me a um mal, entre vários, que ataca muitos de nós, Bipolares. Tirem as vossas conclusões.

ACREDITAR E GOSTAR DE NÓS PRÓPRIOS, nas nossas CAPACIDADES e não dependermos de opiniões mas sim, saber aceitá-las. Seja na escrita, ao que me refiro hoje e comigo próprio mas, também, em muitas outras coisas e, acima de tudo, quando começamos algo... que seja para levar até ao fim, sem que se misture com outras ideias e muitos "quereres", ao mesmo tempo. Não resulta, não faz sentido.

É evidente que temos de ser conscientes e não por em risco a nossa postura que revela o respeito pelos outros mas, tenhamos, também, respeito por nós e, sejamos "nós".

Ahh... neste momento tenho três blogues, há já algum tempo, um deles é este. Já duram e quero manter, sem outras ideias.

Não esqueçam, fazer muitas coisas ao mesmo tempo, não resulta.

Não termos respeito por nós e dependermos dos outros para nos avaliarmos, é errado e frustrante. Há que valorizar a nossa AUTO-ESTIMA, ACREDITAR. Só a nós compete avaliar-mo-nos.

Estas situações, não são só aos Bipolares que acontecem mas, não tenham dúvidas que nós Bipolares, somos bem mais atacados devido à nossa "forçada" sensibilidade.

até