É certo que quem quer navegar no mundo da Internet, tem de se sujeitar a situações boas e outras menos boas.
Eu sempre usei a Net por motivos profissionais, bem como, motivos escolares e de lazer, como por exemplo, os Blogues que tenho e onde partilho o meu "Eu".
Nas situações menos boas, há os de várias espécies, aquelas que nos desligamos logo à primeira e acabou, foi um completo "engano" que nem dá para lembrar e, há outras, essas sim, que doem pois castigam-nos com a falsidade que, no meu caso, doente Bipolar, me perturbou bastante e me deixa, ainda hoje, recordando e fazendo um esforço enorme para esquecer. Refiro-me a pessoas com quem durante muito tempo conversei mas, que a partir de uma certa altura, motivado pela doença e que requer, não direi silêncio mas, um certo afastamento para atingir o equilíbrio mental, insistiam no contacto comigo de todas as formas. Fico espantado como recorrem a métodos que para mim e, mesmo considerando aqueles que só usam a Net para causar "distúrbios", conseguem descer ao mais baixo da falsidade enganando aqueles ("Eu") que apenas precisam de uma pausa para recuperar. Imaginem que há pessoas, umas que me eram muito queridas, outras que eram o princípio, julgava eu, de novas amizades, que são capazes, estando eu ausente e sem falar com elas, (a tal necessária pausa) de construirem novos mail´s, novos endereços de chat's, com a perspicácia de, com outros nomes, conseguirem, assim, contactarem-me, começando por visitarem os meus blogues que, julgando eu serem visitantes novos, respondia, como sempre faço, quando são novos, a agradecer a visita. Sempre as considerarei como pessoas de mal fazer e, que se aproveitam da enorme sensibilidade e doença, de quem sofre, neste caso eu, com as perturbações que, situações como estas, acarretam. Não minto quando digo que houve alturas em que e, pelo menos uma vez, quase tive de recorrer à urgência do hospital, sector de psiquiatria mas, consegui cair em mim e, a muito custo, equilíbrar o meu sistema nervoso. De que maneira, perguntam? Apenas com um ponto final.
Não nego que possa ter contribuido para que determinadas pessoas podessem, também, ter razões de queixa quanto a mim mas, estou seguro e de consciência tranquila que sempre fui e sou, verdadeiro no que respeita à minha postura.
Algumas vezes fui abaixo e senti necessidade de compactuar com essa dita falsidade mas, apenas teve como objectivo, o conseguir tirar qualquer dúvida quanto à minha desconfiança.
Hoje, sinto que não pequei, que tudo se confirmou e que, apesar de ter experimentado situações que até hoje me eram estranhas, apesar de algumas dessas pessoas terem tentado restabelecer a relação e, prometendo, nunca mais se repetir, eu não sou capaz de retomar porque, honestamente, nunca mais iria ser a mesma coisa e eu nunca mais sentiria nada por essas pessoas que, apenas me limito a respeitar e, longe de qualquer rancor.
Passei por situações com algumas dessas pessoas, que inventaram outros nomes, outros endereços, outras conversas e, momentos que não pensava poderem existir, que me perturbaram bastante, ao ponto de eu próprio sentir que não estava a ser "eu", embora nunca tenha alterado o que quer que fosse, de nome ou endereços mas, estava a "participar". A melhor opção foi mesmo o terminar e, colocando definitivamente um ponto final, para meu bem e para bem e respeito pelos outros e por mim. Estava a ficar ausente de mim.
Nunca imaginei que este tipo de "esquema" pudesse existir e eu me sentir cumplice da continuidade de alimentar o mesmo. Cheguei a viver experiências que não fazem parte de mim e, por isso, vir a pagar por elas, ficando com a minha consciência debilitada, "apagada".
Hoje, continuo na Net mas, com as necessárias reservas, o que não havia necessidade disso.
Fui considerado "muita coisa" e com razão, umas, outras não pois, como disse, compactuei com as situações mas, tive de pôr fim ao que andava a alterar, perigosamente, a minha saúde, o meu equilíbrio e, em risco, o voltar a fazer o que gosto... escrever e partilhar, continuando a mostrar a minha seriedade e respeito, no que faço.
Meus caros Amigos Bipolares,
Estes episódios são autênticos "medicamentos" com graves efeitos secundários para nós. Contudo, não confundam estes casos, que expressei, com o daqueles cibernautas que usam, por opção, um nome fictício mas que o mantêm, sem alterações, até ao dia, por exemplo, em que se proporciona um encontro de companheirismo entre todos (um jantar, um almoço...etc) e aí sim, se apresentam revelando o seu verdadeiro nome. É DIFERENTE.
Creio que me fiz entender e, principalmente, no quanto é prejudicial para nós, Bipolares, vivermos situações destas que nos atacam, fácilmente, a nossa postura, sensibilidade, levando-nos ao desiquilíbrio. Eu tive essa experiência e só vos peço... CUIDADO, o suficiente para se manterem estáveis, fazendo o que gostam, sem deixarem de ser quem são.
até
11 comentários:
Sérgio...
identifiquei-me com parte do teu texto e isso deixou-me verdadeiramente perturbada...
Custa, realmente, saber que um amigo está a sofrer, de alguma forma...
Deixo aqui um coração algo desfeito, mas cheio de carinho...
Alice
Passei para reler...
Beijo amigo...
Não compreendo como pode haver pessoas maldosas, capazes de tudo fazer para desestabilizar os outros.
(em moldes um pouco parecidos, fui obrigada a moderar os comentários em alguns dos meus blogues... uma tal de isabel, que não sei se é mulher, homem, criança ou irracional, não parava de chatear com comentários impertinentes, que presumo não seriam para mim, mas talvez para algum dos meus leitores...)
A blogoesfera e toda a internet trouxe-nos muitas coisas boas, mas também toda uma panóplia de coisas sem interesse e até que nos podem causar danos e muita espécie de prejuízos. Cabe a nós saber fazer a selecção...
Gosto sempre muito de te ler.
Muita força!
Beijinhos
Fiquei sensibilizada com este teu "grito"...
Muitas vezes... é preciso gritar alto... antes que algumas pessoas entendam que estamos completamente fartos delas e que as queremos fora da nossa vida...
Fica bem
Oi,
Li e reli várias vezes seu post, pois tenho um amigo bipolar que acho que está num estágio avançado por não se tratar e se isolou dos melhores amigos.
Isso é contínuo ou daqui a alguns meses ele nos procurará novamente? O que devemos fazer? Não sabemos, só sentimos saudade e queremos notícias e reconhecimento de nossas amizades.
Caro Anónimo,
Gostaria de pormenorizar um pouco mais as suas perguntas mas, uma vez que não tenho um seu contacto para falar, apenas me vou "encolher" neste pequeno espaço.
A Doença,infelizmente, é vivida de uma forma, seja por quem é portador ou por quem com ele (portador) convive, de uma forma inexplicável onde, ninguém sabe o que o dia de amanhã nos reserva.
A Doença Bipolar exije uma enorme colaboração de três peças fundamentais. Começa, prioritáriamente, pelo doente. O saber reconhecer de que é portador. Continua com o respeitar-se a si próprio e aceitar o seu melhor amigo nos momentos de crise, os seus médicos. Agradecer, aceitando, o carinho de quem com ele convive e sabe do que ele padeçe.
A partir daqui, tudo está nas mãos dele, principalmente, o viver em felicidade até atingir o ponto em que, vive sem se lembrar que tem a doença, não a valoriza. Atenção que "o sem se lembrar", não quer dizer, o deixar de tomar os medicamentos e desrespeitar as idas ás consultas".
Adquirindo esta postura e, sabendo que é portador desta doença mas, poderia ser de uma outra qualquer, resta-lhe o acreditar em si próprio e dizer que é capaz de ser uma pessoa que gosta de se divertir, partilhando com o seu "hárem" de Amigos, conhecidos, colegas, profissionais ou outros, familiares...etc, os bons momentos de um sorrir.
Quem atingir este ponto, difícilmente, se vai ausentar para o escuro da vida.
Cumprimentos
Esqueci de dizer:
Para os que convivem com ele, o que fazer?
Ter um enorme sentido de paciência mas não o abandonar, por muito que se pense que, é o que ele mereçe.
Resistam e ele vai procurar-vos.
Cumprimentos
Li, atentamente, os últimos comentários e revi a minha condição... Na realidade também abandono os meus amigos por longos períodos de tempo... Amo-os da mesma forma... mas ao longe...
Por outro lado, o meu diagnóstico foge da doença bipolar na ausência de períodos de maior exaltação e gastos... Neste momento vivo a agonia de não conseguir cumprir com o meu trabalho e não saber o que fazer... Uma agonia, como podes imaginar...
Sinceramente, não sei mais que fazer...
Alice
É horrível isso, não sou bipolar, mas estou entrando em depressão por causa da ausência de quem eu amo.
Não sei se voltará a nos procurar...
E eu estou aqui, agora, para te ajudar a vencer esta doença...e te amar...e te ajudar a sorrir sempre.
Desculpa a invasão, meu amor, mas precisei, hoje, de te deixar este miminho e de dizer a todos aqueles que lidam com bipolares que, se o quiserem muito, nada poderá travar a sua felicidade.
bji gde
S.
Passei para reler...
Beijo
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