DESISTIR É DAR RAZÃO AO CAMINHO MAIS LONGO PARA A FELICIDADE. (sf)

03/08/2011

intrusos...

minha nossa...

desde Maio que as palavras se esconderam deste Blogue.
confesso que estou bem ausente e dando a imagem de desinteresse, ou desprezo, pelo Blogue, mas não.
o facto (fato), é que a doença não tem apresentado motivos que me façam inspirar a falar sobre ela e, também, porque a existência de uma pontinha de preguiça, com sabor a Verão, me tem feito companhia.

não posso negar que a doença está sempre presente e em determinadas situações, que cada dia nos vai oferecendo, a mesma se revela viva e determinada a aproveitar-se de um deslize nosso. não merece palavras enquanto preferirmos dar razão ao Bem Estar gozando os momentos que nos são proporcionados, quer pelo período de férias, quer pelo verão e as suas delícias.

costumo dizer;
quanto mais falo "nela" (doença) mais curto se torna o dia para conviver com outros sabores, bem mais apetecíveis.

e é isso que vos peço...
agarrem-se ao prazer de gozar os dias Sol, e as noites onde a Lua mostra o seu esplendor. aproveitem a frescura de um mar salgado, e as risadas nas muitas festas que a época nos dá para alegrar as noites.
aproveitem o viajar e o conhecer...

esqueçam, esqueçam o peso da rotina e o que ela magoa a nossa mente. apenas se mantenham atentos a pequenos pormenores a que lhes dou o nome de "intrusos".

20/05/2011

psicologico... ou não?

não que seja um pecado, porque acontece quando não premeditado e sem carater de "assíduamente", mas é normal, uma vez por outra, um qualquer dia, o esquecimento de uma toma da medicação. isto não acontece apenas connosco "Bipolares", mas com todos que estão sujeitos a medicamentos, seja qual for a doença. é importante, para se evitar este tipo de esquecimento, que se arranjem estratégias que levem à colocação dos medicamentos em locais que difícilmente passem despercebidos e nos dêem a certeza de que foram tomados, ou não.
temos exemplos como, coloca-los numa caixinha dentro de um dos bolsos sendo que é sentida, por muito pequena que seja, que há uma caixinha no bolso e que nos lembra dos medicamentos. quando em casa, tê-los na mesa de refeições, na bancada da cozinha, dentro dum copo colocado num sítio que chame a atenção como, que faz este copo aqui? dentro do porta luvas do carro, no caso de uma saída imprevista, enfim, puxar pela nossa criatividade em nosso beneficio.

no esquecimento de uma toma surge, depois, a preocupação do que fazer e aí, há diferentes posturas e qual delas a mais correta?
há quem entre em pânico e, psicologicamente, se vê a passar por todos os síntomas de uma crise. há, por outro lado, quem, ao confirmar o esquecimento, de imediato opta por tomar sem se preocupar com o tempo que a separa da próxima. há, ainda, quem veja o esquecimento de uma toma como um mal menor que em nada vai afetar o seu estado.

bem...  caros Bipolares,
os medicamentos são o nosso equilibrio mental e merecem dois reparos.
o primeiro, dirigido aos que entram em pânico e, "psicologicamente", já se sentem numa fase de crise. não, não é situação para tanto, apenas devem descontrair, manterem-se ocupados, e calmamente darem lugar ao pensar que mais umas horas (poucas) há outra toma e essa, vai ter importância no voltar à estabilidade. toda essa (in)disposição terminará.
na segunda apreciação, e dirigida aos que não dão importância a mais um esquecimento, digo que essa falha tem os seus efeitos. para alguns é psicologico, mas não é, pois, há pequenos síntomas que se revelam, quando se alteram as regras clinicas, os horários.
os medicamentos são um elo, dependem uns dos outros e nessa conjugação, cumprem o seu objetivo.

enfim, o único conselho está no evitar esquecimentos porque eles, na verdade, serão sentidos.
caros "Bipolares", a nossa medicação é muito exigente e se a respeitarmos, respeitamos o nosso bem estar, a tranquilidade, o equilíbrio do nosso "ser".

até

28/04/2011

valeu a pena...

pois é...
já decorre muito tempo que este blogue não tem umas palavras atualizadas. felizmente posso dar graças que não é por mal de saúde, mas sim, outros pormenores de vida, mais concretamente, uma mudança de casa e tudo o que ela acarreta, principalmente, quando se vive sózinho. de qualquer modo, impunha-se que o blogue não andasse de aspeto abandonado, porque isso, como sabem, tudo farei para manter esta porta aberta ao dialogo e, enquanto não o houver, continuar a partilhar o meu viver com a nossa "amiga", a doença Bipolar.
é certo que esta mudança de casa, e tudo o que ela implica, despertou o maior amigo da doença... esse mesmo, o stress. para ela, doença Bipolar, é como peixe na água, todos os pormenores, por mais pequeninos que sejam, são "facas" que se afiam para nos causar dor, a dor física, mas principalmente, a dor mental. é nestas ocasiões que temos de testar a nossa capacidade de aceitação, ponderação e lucidez de respostas, decisões, ou seja, é aqui que vamos conhecer qual o nosso lado forte.
é evidente que quando se muda de casa será sempre para melhor (não quero pensar nas situações catastróficas de vida), mas até chegar o dia em que podemos gozar esse prazer (o melhor), há muita luta, muita barreira, umas que até as ultrapassamos sem motivos para queixa, mas outras... valha-me Deus, que pedra tão dura de furar.
aí está a fase em que o stress se apudera da situação e nos convida à completa desmotivação, para nós, bipolares, a fase onde tudo "só a nós nos corre mal". não, não é verdade...
esta é precisamente a fase onde nós demonstramos, querendo, que assim como acontece a qualquer comum também nós bipolares, nestas situações, não somos indiferentes ao desgaste mental logo, não abdicamos da nossa capacidade racional que se quer regenerada. chama-se saber parar, para pensar, deixando como que uma janela aberta na nossa cabeça ventilando a nossa mente e se o raciocínio persistir bloqueado então, há que passar para um outro puzzle deixando o anterior para outra altura... tudo, menos dar razão ao stress.
foi isso que acabei de fazer, ou seja, parei para relaxar.
desisti de insistir com o que não queria colaborar comigo, ou vice-versa, e vim escrever.
(acho que valeu a pena).

12/03/2011

reencontro...

insisto na luta do reencontro!
é, tem sido uma luta sem explicação, a de me reencontrar comigo. na verdade, o "comigo", tem a ver com aquele que conheço e gosto de ser, aquele que me desafia a memória e me mostra o que eu sou, quando acompanhado de lucidez. neste momento, e já com algum tempo decorrido, o meu "adversário", o outro "comigo", aquele que sempre procuro tirar da ideia, e que ajuízo ser uma ilusão óptica, aquele que mostra o seu "dom" destruidor do Bem-Estar, tudo tem feito, para me derrubar e transportar para o cárcere da tristeza, da falta de força, do desinteresse, do isolamento, da entrega, sem resistir, e me afasta dos prazeres que me fazem bem, como este... o escrever.

bem... tem sido como os dias, ora tão depressa está um céu negro que acaba em chuva, como está um Sol que faz crer vir para ficar.

caros Bipolares,

estas reações não nos dão exclusividade. qualquer um dos comum as tem, sendo que, cada um as
vive com posturas diferentes.

há situações, nestas fases, que nos levam rápidamente à negatividade, é o deixarmos cair um talher, é um tocar da campaínha da porta e que não esperávamos, é uma sopa que estamos a cozinhar e a certa altura deita por fora, é um estender a roupa e uma mola que deixamos cair, um programa de televisão que queremos ver e, por qualquer motivo, nos esqueçemos, enfim... uma panóplia de situações que nos levam a dizer, que "só a nós nos acontece", que algo se está a passar, que tudo corre mal.

vem a falta de paciência e o mau humor, vem a preferência de fugir, largar tudo e isolar-se no quarto. são os suores, os calafrios, o querer dormir e não conseguir, as batidas do coração mais desajustadas, etc. por outro lado, há quem reaja, saindo para a rua, para as compras, as desnecessárias, e o continuar a ver lojas, a vontade, enganadora, de comer, e também, a "angústia" de querer fazer qualquer coisa e não saber o quê.

é... é o não ter a lucidez de, quando enfrenta uma situação destas, dar ouvidos ao seu "comigo", aquele que é racional, aquele que reconhece que há necessidade de parar, parar para pensar, revendo o que se passou e está a passar.

escrevam, reportem a vós mesmos todos esses momentos que vos desestaliliza. sentem-se, confortávelmente e oiçam uma musiquinha, liguem a um amigo e desabafem, troquem opiniões.

esta postura consegue-se se pararem por 2, 3, 4, 5 minutos e dizerem... pára, põe a tua cabeça no lugar, e no imediato, agirem com o "comigo" da estabilidade... o reencontro.

lembrem-se que é um saber parar, de imediato, e valorizarem, o explorarem, positivamente, mesmo que com esforço, fazer algo que vos dê prazer e vos distraia, os tais curtos minutos, caso contrário, desaparece o controlável e começa o incontrolável.
o "ser" Bipolar, vive com a mente num constante "fervilhar", que ao mínimo episódio de vida, menos bom, comum a qualquer humano, consegue despoletar, dando razão à celebre expressão "fazer do 8 um 80", o dar luz à irritabilidade, e ao mau humor.
a sensibilidade do Bipolar é muito frágil e fácilmente comprometida, provocada.
limitei-me a escrever sobre as posturas face a situações das mais banais, e não "misturei" a vida profissional. essa, é uma conversa mais pertinente.
não sei como vão interpretar estas minhas palavras, mas digo-vos, que enquanto escrevi, estive em terapia "comigo" próprio (aquele "comigo" positivo). senti esforço a fazê-lo, mas não me arrependo, e termino satisfeito por ter conseguido. aliviei e acabei por actualizar o blogue.
até

13/01/2011

quero!

Provavelmente alguns de vocês já diziam:
Este acabou o blogue.
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Não...
Como se vê, deste blogue, não desistirei, assim, tão fácilmente e sem avisar que o vou fazer.
Como sabem tenho/tinha outros blogues, que por razões várias os encerrei. Contudo, este em particular, é o mais importante para mim. Ele foi criado com um objectivo, e se bem se lembram, "o partilhar e, eventualmente, "ajudar" todos que o leiam, expondo por palavras, como vivo na companhia da minha doença (Bipolar)".
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Tem sido minha constante o não esconder nada, até porque não tenho motivos para o fazer. Só assim se pode "denunciar" toda uma série de síntomas que qualquer um, Bipolar, pode estar sujeito a evidenciar, e desconhecer que faz parte "dela". Assim, será um alerta para acompanhar o seu evoluir e não, como muitos infelizmente o fazem, "deixar andar".
Agora, porque digo "pode estar sujeito" e não, "está sujeito"?
Todos somos diferentes em, maneira de pensar, aceitação, rejeição, dedicação, desleixo, reconhecer, modo de agir, a importância que se dá ao médico (igual a colaborar... ou não, com ele). Num pequeno resumo, saber ouvir, valorizar a mente e o que ela tem de bom para nos oferecer. Equilíbrio, estabilidade, e o mais importante... Bem-Estar e Qualidade de Vida.
Assim justifico a diferença entre o "pode estar..." e "o está sujeito...", depende muito da "postura" de cada um.
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Tudo o que acabei de escrever, já o fiz em outras alturas mais para trás. Se estou a ser repetitivo? Na minha maneira de pensar... Não.
Assim como todo o amanhã é um dia novo que nasce, também o conhecimento vem com ele... evoluido. Se quisermos, aprendendo, damos luz ao nosso "Estar".
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Não me incomoda ser repetitivo, adoro aprender, principalmente, sobre este tema.
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até
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28/12/2010

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07/12/2010

pois foi... "caí"

Apetecia-me tanto escrever e actualizar este blogue. Poder dizer que tudo o que é relatado no anterior, já passou e estou como se nada tivesse acontecido. Que estou melhor, como novo e que tudo o que sentia... sentia, mas já não sinto. Não é tão fácil como isso.
Sou Bipolar e sei, permitam-me a expressão "superiormente", quais os sinais, os síntomas, que caracterizam e perturbam quem sofre desta doença e quem com ele(a) convive. Até aqui tudo bem e até dá a entender que a doença, assim sendo, não me dá razões para sofrer, ter crises, tão faladas, relatadas, confirmando o horror que é, quando se passa por elas. Repito... Não é tão fácil como isso.
Infelizmente, a Bipolaridade está em constante efervescência na nossa mente e de tão "amiga" que é, vai dando sinais com uma suavidade tal, que aos poucos e sem darmos por isso, melhor dizendo, pensando nós estar longe de preocupação, por enquanto, acabamos por permitir que ela nos conduza a um estado negro e já, por vezes, incontrolável. Motivo???
Resposta; Atitude!!!
Convençam-se que à mínima contrariedade que cada dia que nasce nos possa "oferecer", é o "doce" que alimenta a nossa fragilidade. Ela desperta de imediato a nossa doença e os síntomas, muito despercebidamente, se vão acumulando e... traem-nos.
Caros Bipolares,
Contra mim falo, mas por muito que se possa saber sobre a doença, como digo que sei e... caí, temos de admitir e reconhecer o mais pequeno síntoma, mesmo sendo "ténue". Dar-lhe importância... mas muito mais, à nossa "Atitude" preventiva, e ao nosso médico.
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"Saber" dar ouvidos a quem nos "chama à atenção" dizendo que estamos estranhos, seja ele quem quer que seja, basta conhecer-nos e saber que somos Bipolares, chama-se... "Alerta".
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P.S. Afinal, acabei por "me distrair"... escrevendo.
Contrariem as contrariedades... querendo somos capazes, a bem. "Atitude"...
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13/11/2010

acreditam agora???

Se não acreditam, será porque continuam não querer reconhecer que somos doentes, Bipolares, e estamos limitados com a nossa fragilidade.
Não há ninguém que não atravesse fases de vida, dias bons e outros menos bons, mas no nosso caso, Bipolares, temos de reforçar a nossa atenção nos "porquês" e não no "deixar andar" e sofrer as terríveis consequências.
Esta é uma pequena introdução para o que se segue, que não é mais do que, expressar a fase menos boa que atravesso e quero partilhar.
Falando do tempo, das Estações do Ano, as opiniões divergem. Uns, acreditam que as estações do Ano têm influência no nosso organismo, na nossa maneira de estar, outros mantêm que o tempo não tem nada a ver com o estado, bom ou menos bom, em que nos encontramos, que é apenas uma desculpa. Na verdade, as Estações do Ano, e principalmente, a fase de transição de uma para outra, mexe... mexe efectivamente connosco.
Nesta momento ando a braços com uma fase depressiva, que me desgasta no combate que travo com a mesma. São vários os estados como sejam, a falta de sociabilidade e a preferência pelo isolamento, a irritabilidade provocada, por exemplo, pelo barulho dos carros, pelas conversas das pessoas, a sensação de que tudo que faço corre mal, nada sai certo, a perda de vontade em fazer o que gosto, profissionalmente ou não, é a preferência na apatia e a escolha, por exemplo, de ouvir música mais no estilo de baladas, a aptência para ver filmes mais dramáticos, falta de interesse em estar actualizado com as notícias da Sociedade, do País e do Mundo, passeios que se fazem sem demonstrar interesse e observar prazeres, privilegiando os pensamentos destrutivos, negativos, é o caminhar com tendência a manter a cabeça sempre virada para o chão, o cansaço físico sem razão que o justifique, o desejo de passar a maior parte do dia, deitado, sem que nada nos obrigue a levantar, pelo menos, para almoçar, lanchar, jantar (esta não alimento), etc. Ficam por dizer outras posturas porque, todos somos diferentes, mas...
É, sem dúvida, o estado Depressivo.
Pois bem...
É aqui que temos de usar a nossa capacidade, de saber e, compreender, o que é "Uma Fase". Aquela que não somos nós, e o que nos está a consumir desta maneira. Para nós, Bipolares, não há desculpa para a ignorância. Aquilo que sabemos sobre a doença, o que ela nos pode causar, é suficiente para, querendo, ultrapassarmos.
Não nego que é uma dor, mental, muito grande. Eu, que tenho um outro blogue onde me dedico à poesia e a contos, vejo-me, neste momento, sem inspiração para o enriquecer, e pior ainda, com falta de força, mental, para interpretar e comentar os blogues dos Amigos que me visitam. Não é, para mim, uma atitude bonita, ser visitado e comentado, sem retribuir. Contudo, mesmo visitando um blogue Amigo, prefiro não comentar do que dizer, por exemplo, "Bonito o que escreves". Só aceito comentar o que leio, com a mente em liberdade e o pulsar do coração.
Amigos Bipolares,
Como sempre, este tema, a nossa doença, dá pano para mangas para, escrever, falar, opinar, partilhar, e muito fica por dizer, mas uma coisa vos quero transmitir:
Este blogue e a escrita de hoje, é uma das atitudes que tenho para não valorizar, não me entregar aos síntomas depressivos que atravesso fruto, podem crer, desta Estação Outonal que, tendo a sua beleza, que a tem, mexe muito com o nosso estado Psíquico.
É certo que a depressão é consequência de acontecimentos, tristes ou excessos de compromissos, profissionais ou outros, sejamos ou não, doentes Bipolares. Agora, não falando nesses casos, mas apenas em nós, Bipolares e os efeitos que a doença nos "oferece"... não se "alimentem" com a tristeza e saboreiem o Bem-Estar.
Faz-me bem escrever. Com esta atitude, a depressão não se sente e dá lugar ao prazer.
Pratiquem, também, algo que vos dê prazer.
É aí que somos nós, tudo o resto para além do "nós", não nos caracteriza, verdadeiramente.
Sabem que mais? Sintam a força da vossa resistência e congratulem-se, abusando dela... Está Viva e... não descurem o importante, "sejam fiéis aos medicamentos".
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até
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26/10/2010

São únicos?...Não.

O tempo não está, própriamente risonho. O Outono manifesta-se.
Acordei com o corpo todo arrepiado, mas não sabia se era de frio ou nervos. Os afrontamentos apareceram e as sensações de desmaio, também.
Tinha a minha cadelinha para ir à rua e não estava para isso... como não?
Levanta-te, toma o teu duche, vai com a bichinha à rua, respira fundo e compra o pão, quentinho, na panificadora.
Toma o pequeno almoço e agarra-te à vassoura. A casa está a precisar de uma boa varridela.
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Já acabaste? Como te sentes? Vês, já passou, agora, para ficares melhor... abre o portátil e vai divagar com as palavras. Vai escrever, que é um dos teus prazeres. Escreve o que te vier à cabeça.
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Foi isto que aconteceu, hoje, ao acordar.
Frio, tinha um pouco, mas nervos, também, e não sabia explicar porquê. Eram os afrontamentos, as tonturas e sensações de desmaio. Enfim...tive de recorrer ás "estratégias" que, em primeiro lugar, me estabilizassem o sentir no corpo e o pensar, racional e tranquilo. Como sabem, o pânico não é bom companheiro.
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Bem, vamos, agora, partilhar outros sentires, outros episódios (não de hoje), mas que são conteúdo que justifica o ter criado este blogue.
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Todo o Ser humano é alimentado por pequenos sinais, fora do normal, a que se dá o nome de "tiques". Quantas vezes, são esses "tiques" que os referencia em determinadas situações, mas identificar a causa e que indicativos dão, de que se sofre, ou não, de uma doença, embora, todos eles tenham uma definição clínica, requerem o parecer médico.
Pois bem, Amigos Bipolares,
Não acredito que nenhum de vocês, tal como eu, não tenham Um. É certo que ninguém sendo igual a ninguém, todos esses "tiques" se mostram de diferentes formas e são muitos. Uns são idênticos, têm parecenças e quase se pode dizer que são comuns a todos nós, mas outros, são completamente característicos, bem especificos logo, bem diferentes.
Vem a pergunta:
Sérgio, que queres dizer com isso?
Precisamente aquilo a que sempre me propuz, neste blogue e, contrariamente aos Amigos Bipolares que insistem não fazer porque pensam que não tem importância para a nossa ficha clínica. Porque mantêm a sua postura de nada revelar, embora, mesmo que negando a doença... os "tiques", na sua maior parte, são visíveis, notam-se bem.
Faça-se justiça e diga-se, que há muitos Amigos, permitam-me dizer que sou um deles, que não escondem e colaboram com os médicos. Enriquecem o conhecer de uma doença, ainda hoje, tão difícil de diagnosticar.
Vem outra pergunta:
Sérgio, então a que "tiques" te referes?
A vários, embora, não consiga expressar todos ou quase todos. Por exemplo...
Eu tenho/tinha, vários e partilho alguns. São eles:

Cada vez que abro o meu portátil, o meu primeiro gesto é a limpeza. Pego num mini espanador, que comprei de propósito para este fim e limpo, o monitor, o teclado, o rato e o seu tapete. Não estou a dizer que o faço uma vez por dia, mas sim, as muitas vezes, por dia, que abro o portátil...

Cada vez que utilizo o fogão para cozinhar e sempre que o apago, são várias as vezes que me certifico que ficou apagado, tocando repetidas vezes os botões, e só depois tranquilizo.

Sempre que ligo a máquina do café e depois de a utilizar, nada termina sem que veja, várias vezes, que a ficha ficou desligada da tomada.

Sempre que apago a televisão, ou a aparelhagem hi-fi, ou o dvd, também o trabalho não se dá por concluído sem que confirme, vendo várias vezes, se a luzinha do stand-by está acesa que, como sabemos, é sinal do aparelho desligado.

A porta de casa...quando saio ou quando me vou deitar é, várias vezes, confirmada se está mesmo fechada, rodando o seu puxador. No caso de ir sair, quantas vezes a volto a abrir para verificar se alguma luz ficou acesa e, novamente, repetir o trancar a fechadura.

Por norma, gosto de ter as coisas como, papéis, jornais, livros, a posição do portátil, cadeiras, vestuário, e de outras tantas coisas, sempre, escrupulosamente direitas... simetricamente. Dá-se o caso de ter visitas, por exemplo o meu filho (vive com a mãe), é certo que não o privo de mexer em nada, mas mal ele se levante ou deixe de mexer, no que quer que seja, aí estou eu, atrás dele, a pôr tudo à minha maneira.

A verificação de luzes bem apagadas, repetindo o gesto, no interruptor, ligando e desligando.

Os quadros da parede...têm de estar direitinhos. Uma ligeira inclinação, noto-a logo.
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Sou católico, embora praticante... devesse ser muito mais. Assisto todos os dias, na RTP 2, ao programa Ecclesia. Programa dedicado à divulgação eclesiástica com, noticiários, eventos, curiosidades e, história eclesiástica desde a antiguidade.
Perguntam, onde está o "tique" com esta atitude?
A resposta:
Vendo, todos os dias, televisão e seja que canal for, ao desligar a mesma, faço-o deixando-a sintonizada na RTP 2. Se perceberam e sei que sim, reparam que cada vez que volto a ligá-la, ela abre sempre na RTP 2.
Gostavam de uma melhor explicação? Eu explico, confessando o motivo.
Por ser católico, ter Fé, deveria ir à igreja muito mais vezes, em agradecimento, e não vou. Assim sendo, por ver o programa (diário) Ecclesia na RTP 2, elegi esta estação como a "casa de Deus, a igreja", sempre presente em minha casa. Deu para perceber?
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Bem, estes são, apenas, alguns de outros tantos que eu assumo e junto ás várias rotinas dos meus dias. Vocês, terão idênticos ou outros diferentes, que se revelam muito próprios. Uma outra forma de expressão e atitude.
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Caros Amigos Bipolares,
Não tenham vergonha. Estes "tiques", visíveis e os não visíveis, denunciam "atitudes" e só os nossos médicos, a família, os amigos, podem associá-los, ou não, à nossa doença. Eu, muitos já eliminei outros, ainda não. Aprendi e continuo a aprender. Faço o que posso para minimizar, eliminar, todo e qualquer síntoma que, por outro lado, omitindo, só posso esperar o pior.
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Quero, contudo, reafirmar que estes "tiques" e muitos outros, sem a opinião médica, NÃO indiciam que são síntomas de doença Bipolar. O que aqui relato, não passa "do partilhar episódios" clinicos que fazem parte de mim.
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Ahh...
Se estou melhor dos afrontamentos, tonturas, sensações de desmaio, etc...?
Já é passado, agora vou almoçar.
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até
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